Caminhos de espiritualidade: cultura de paz, não-violência, mística, autoconhecimento, compaixão e cuidado pelos seres e pela terra

13 de fev. de 2010

Sede de Ser



Não é o pote
Que faz a água
Potável
Não é o homem
Que faz o homem
Humano


(Jean-Yves-Leloup, em Deserto, Desertos, ed. Vozes)

5 de fev. de 2010

Koan Zen

Não procure a verdade, simplesmente pare de dar opiniões.

2 de fev. de 2010

Minha crença


"Minha crença é que meu sangue e a carne sejam mais sábios do que o intelecto. O incosnciente do corpo é o lugar onde a vida borbulha em nós. É como nós sabemos que estamos vivos, vivos nas profundezas de nossas almas, e em contato com as vívidas extensões do cosmo."
D. H. Lawrence

19 de jan. de 2010

Para Reflexão: 3 Koans Zen

"A onda e o mar são Um só".


"Sem pensamentos ansiosos, o fazer vem do ser".


"Posso destruir os livros que carrego na bolsa, mas é impossível esquecer os versos escritos nas minhas vísceras".

19 de dez. de 2009

POSSUI ESSE CAMINHO UM CORAÇÃO?


Qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum – para si mesmo ou para os outros – abandoná-lo quando assim ordena o seu coração (...) Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o tantas vezes quantas julgar necessárias... Então, faça a si mesmo e apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, esse caminho não possui importância alguma.


(Carlos Castañeda, Os ensinamentos de Don Juan).


Que em 2010 sejamos guiados pela pergunta:

POSSUI ESSE CAMINHO UM CORAÇÃO?

15 de out. de 2009

30 de set. de 2009

Só Deus basta


"Nada te perturbe
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança.
Quem tem Deus
Nada lhe falta
Só Deus basta."

Santa Teresa de Ávila

13 de set. de 2009

Uma Cerimônia de Chá Tibetana


Patrul Rinpoche acampava próximo ao lugar da famosa parede de pedras mani que sua encarnação anterior, Palgyé Tulku, havia começado e que ele mesmo havia completado. Era o ponto mais alto do inverno quando, bem cedo de manhã, uma garotinha vestindo uma roupa surrada de pele de marmota entrou em sua tenda.

Patrul perguntou porque ela saiu tão cedo num tempo tão ruim. A garotinha, congelada até os ossos, respondeu que estava procurando pela sua iaque fêmea.

O benevolente sábio ancião disse, "Venha, tenho algum chá quente e mingau."

Os nômades tibetanos geralmente carregam suas tigelas de madeira para chá nas dobras das roupas. Quando Sotsé, o ajudante de Patrul, estava prestes a servir o chá, ele percebeu que a menina não tinha sua xícara com ela. Patrul imediatamente retirou sua própria tigela da mesa em frente, encheu-a com chá amanteigado quente e farinha torrada de cevada, e entregou-a para a garota.

A tímida criança hesitou; O ajudante de Patrul também surpreendeu-se... É impensável que uma pessoa comum beba do recipiente de um grande lama. Mas com o encorajamento do mestre, ela finalmente colocou a tigela nos lábios e bebeu, instintivamente aquecendo simultaneamente as mãos na morna madeira polida.

Patrul Rinpoche ficou satisfeito em ver a criança relaxar. Depois de ingerir a comida e bebida quentes, ela limpou completamente o recipiente com a imunda pele de sua roupa de marmota. Então, com ambas as mãos esticadas, ela respeitosamente devolveu o recipiente a Patrul.

"Talvez minha xícara estivesse muito suja pra ti, pequenina, já que quisestes limpá-la!" implicou Patrul. Sem lavá-la, ele serviu algum chá para si próprio.

Ele então pediu a seu discípulo Sotsé ajudar a criança a encontrar o iaque perdido. "E mantenha as mãos dela quentes!" ordenou Patrul.


(Conto tradicional Tibetano, extraído do site: http://www.sintoniasaintgermain.com.br)